domingo, 20 de abril de 2008

A Babel nossa de cada dia...

Quem somos nós nessa Babel que é nosso mundo??!!
Qual é nosso lugar?
Homens e Mulheres??!!

Num mundo globalizado, não deveriam ser permitidas fronteiras e/ou muros, ficam em segundo plano a nacionalidade, a etnia, a cultura local...Limites não existem mais...

Deveria ser assim.
É assim.
Vejo tudo isso com um misto de fascinação, ansiedade, perplexidade...
Não sei o que vivo, nem o que sou, nem por quê, nem pra quê, mas sei que estou aqui e quero estar...

Todos nós precisamos estar.
Somos agentes e vítimas dessa Babel maravilhosamente excitante.
Não temos tempo.
Não perdemos tempo.
Corremos...
Interagimos o tempo todo, não me importa mais se estou aqui e vcs aí...
Estamos.

Nosso mundo é movimento...
No meio disso tudo existe um passado...que não podemos negar, gostaríamos, mas não conseguimos...
Estamos nos realocando no mundo.

Vejo assim...

Acho que nunca tantas pessoas, foram e vieram de tantos lugares tentando se encontrar.
O trabalho já não é o mesmo, a muito tempo, não existem mais empregos, outras formas de produção vão sendo inventadas, as relações de trabalho também...Não cabem mais as convenções de um casamento tradicional, os papéis se misturam, atropelam-se o Ser Mulher ou Homem...

Mas estamos aqui!!!
Precisamos estar, queremos estar...
Continuamos.
Continuamos a ser gente, pessoas, seres humanos, cada qual diferente...
Sentimentos também passam a ser de todos...
Alegrias de uma conquista, um remédio novo, uma tecnologia de ponta, conquistas que podemos todos usufruir...
Dores...
Dores de uma guerra distante, de uma tsunami, de um terremoto do outro lado do mundo...
Isso é lindo, não?
Podermos viver tantas vidas numa só...Nenhuma outra geração ainda tinha experimentado isso.
Somos nós a escrever este delicado e importante momento da humanidade.

Vejo sempre tudo pelo melhor lado...

Acho que temos esta obrigação, até porque temos uma posição privilegiada, sim.
Num mundo onde tudo se move o tempo todo, a única coisa que não nos é permitido é parar, ficar inertes, impotentes...
Sejamos como nunca ninguém foi, vivamos como nunca ninguém viveu, fazendo...
Simplesmente fazendo...

Acho que seria essa a mensagem.
Façamos nossa vida!!
Não vamos ficar esperando por mais 1 dia, mais 1 mês, mais 4 anos...
O poder de mudança é nosso, de todos e não importa o rumo que dermos, se é que será possível ter um rumo, estamos aqui e precisamos participar...

Mudando a nossa maneira de ver as coisas é um caminho importante e muito simples, que todos nós podemos alterar...
Vivendo cada dia, como numa corrente onde se todos atuam, todos ganham.

Acho que estou sendo piegas, mas acredito realmente no meu, no nosso, poder de transformar.

Nessa Babel que amo, espero continuar fazendo, mudando, inventando novas formas de viver, aproveitando o que é bom e transformando o que não me acrescenta.

Que os nossos problemas se transformem em desafios a serem vencidos. Que possamos todos sentir o gostinho da realização, não de sonhos, mas desses desafios diários, pois só assim percebemos como tudo vale a pena.
No fundo o que buscamos por toda a História é a nossa realização pessoal.Viver é nada mais do que vencer desafios, sendo o maior deles manter-se íntegro, indivíduo.
E num mundo globalizado, nada demais falar...

Amo muito tudo isso!!!!

Mônica Rubini

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Relações

Que relações são estas que se cruzam, entrelaçam-se...
Não seguram, não as vemos, apenas sentimos.


Que sentimentos serão esses que nos une e nos faz expor da mais irracional à mais sutil emoção ??!!!

Que necessidade nós temos de nos rasgarmos todos por inteiro, mostrar entranhas, nos fragmentando sem pudor...

Se a integridade limita e fragmentar-se liberta e permite a reconstrução...por que dói tanto ??!!

Rostos que vejo sem conhecer, procuro um olhar que seja, que me faça parar.

Não sei até quando posso me reconstruir...acho que faltam peças, perdidas no caminho, sei lá...outras já não encaixam mais...

A noite me atrai e me consome, nas horas que passam rápido, da vida que corre.


Preciso me recompor por inteiro, mas não dá tempo e logo tudo se quebra novamente.


É como num espaço infinito, onde viajo sem rumo sendo atraída e atraindo, num choque intenso de novo me parto...

Poeira que o vento sopra sem saber pra onde, se perde...

No infinito do horizonte me perco imaginando, com o olhar perdido daquele dia em que te vi passar.

Se as relações existem, sufocam, se não existem, nos perdemos à deriva...

Vida que se perde em mais uma noite sem estrelas...

Mônica Rubini