Estava pensando sobre as relações no trabalho.
Tenho ouvido muito e eu mesma já vivenciei situações onde amigos de longa data, profissionais respeitados e tal, de uma hora para a outra se dizem traídos, passados para trás em seu ambiente de trabalho e fiquei pensando em como são frágeis essas relações.
Pessoas que convivem diariamente e fazem parte de uma mesma empresa, deveriam além de um salário no final do mes, ter outras coisas em comum, como objetivos e metas visando a empresa como um todo, assim como terem entre si afinidades não só de quereres, como também de valores.
Começo pensando sobre a ética e o que ela representa nesse mundo profissional.
A ética seria a maneira como um indivíduo percebe, julga, discerne e age em suas relações com o mundo, com as coisas e com as outras pessoas.
Baseado nesses valores éticos nos colocamos em constante questionamento sobre nosso dia a dia.
Em relação ao trabalho esses valores são colocados a prova em nossas escolhas de forma bem ampla, ao optarmos sobre que técnica usar, qual metodologia, quais ferramentas, que ações e também sobre as consequências que qualquer ato venha a causar, na obtenção do resultado final.
Na verdade não existe uma "ética do trabalho" que possamos ter como modelo. O que existem são diversos modelos de pessoas éticas ou não trabalhando num mesmo espaço.
Vivemos numa sociedade onde o consumismo, o poder, a eficiência, a produção, o lucro, o sucesso e a fama são altamente valorizados e dentro desses parâmetros vemos a ambição como um traço de personalidade mt almejado pelos donos de empresas em seus funcionários.
Pessoas ambiciosas são auto-motivadas para o sucesso e deveriam ser em tese, ótimos administradores, pois teriam como meta pessoal a eficiência.
Bom...
É nessa busca pelo sucesso profissional que deveríamos parar e nos questionarmos.
Primeiro sobre o papel do trabalho na vida de cada um.
Na verdade o trabalho seria apenas uma das partes de nossas vidas, onde à ele caberiam a nossa subsistência e realização enquanto profissonal.
O que vemos nas sociedades capitalistas é o trabalho sendo uma referência absoluta para todas as outras atividades de nossas vidas.
Montamos nossas vidas em função do trabalho, mas o pior é ter nessa realidade um paradóxo nem sempre visível a todos.
Ao mesmo tempo que o trabalho nos enche de benesses em prol de uma melhor "qualidade de vida", nos tira a verdadeira qualidade de vida que seria a valorização do SER.
O paradigma construído em prol do sucesso sempre, sem limites, nos tem levado a problemas como o aquecimento global, às traições no ambiente profissional e a sensível piora de nossa qualidade de vida.
Hoje, mais do que nunca é necessário que paremos e façamos um exame de consciência ou nos perdemos em situações sem nenhum respaldo lógico.
O trabalho cria a artificialidade na nossa vida. Quando trabalhamos buscamos em primeira instância satisfazer desejos artificiais, criados sobre bases nada sólidas, ou seja, sem uma conotação social embutida de valores, crenças, sentimentos, emoções, relações com o outro e com o resto, tudo perde o sentido.
Vivemos uma crise, no sentido de termos perdido a nossa identificação com o trabalho.
O trabalho passa a ser um determinante da pessoa e não o contrário.
Perdemos nossa identidade como indivíduos, já que somos guiados pela vida e aprisionados numa subjetividade social, que não encontra nenhuma relação com a cultura e com as relações sociais.
Ao invés de construirmos um projeto de vida, vivemos para consumir, na ânsia de se buscar "segurança e conforto", uma objetividade fútil que nos promete livrar das dores e frustações de uma vida de verdade.
As pessoas estão vazias e se dizem felizes e plenas, por terem "sucesso" no trabalho.
Não é dessa lógica artificial do trabalho que construíremos valores que darão sentido à nossa existência.
Então...perdemos os antigos valores e não construímos novos, vivemos uma mentira onde a sociedade e os indivíduos por ela socializados estão cada vez mais fadados a uma existência esvaziada e empobrecida.
O que suporta as sociedades hoje, senão a manutenção de valores que teem suas explicações no passado, baseados em modelos ultrapassados ??!!
Vejo hoje as pessoas tendo que se amparar nos restos daquilo que nós próprios ajudamos a destruir e que por isso mesmo já não nos servem como justificativas e então perdem o sentido, ou tentando explicar suas escolhas baseadas em valores falsos e construídos sob a percepção consumista e imediatista que se apresenta de forma frágil e inconstante, nos levando a um invariável sentimento de frustação.
O que nos dá sentido à vida então ??!!
A valorização às relações humanas, o cuidado com o outro, no trabalho e/ou fora dele, talvez não nos leve ao "sucesso imediato", ao maior lucro, ou ao imediatismo das realizações materiais, mas seriam o primeiro passo na reconstrução de valores mais duráveis, sólidos e também menos agressivos e conflitantes nessa nossa interação com o outro e com o meio em que vivemos.
A lógica do trabalho atual nos afasta, nos diminui como seres humanos, nos agride, nos transforma em meros instrumentos manipulados de uma engrenagem paradoxal, que reduz tudo e todos a serem avaliados por critérios de produtividade e lucro.
Não nos preocupamos no ambiente de trabalho com a felicidade do outro, não criamos laços de amizade, não nos importamos com o crescimento humano, como se isso fosse um impecilho à produtividade, ao lucro e à boa administração, como se para obtermos o sucesso devessemos ser apenas eficazes e racionais nas escolhas em detrimento ao relacionamento humano.
Está tudo errado.
Investir na construção humana, não porque daí virão ganhos materiais, mas porque acreditamos que todo o resultado de nosso trabalho, seja o desenvolvimento técnico e científico, assim como os ganhos materiais, não teem sentido em si, mas que só valem a pena se contribuírem para a melhoria da condição humana de forma igualitária por toda a sociedade.
Portanto, onde quero chegar é que a ética não depende do trabalho e/ou de seus resultados, mas depende apenas da decisão tomada por cada um de nós como indivíduo, algumas vezes insuportável e difícil, mas que se tivermos todos a consciencia de que a existencia individual se suporta nos sentidos coletivamente construídos e que essa construção depende do tipo de relações criadas no ambiente de trabalho, tudo passa a ter sentido novamente.
A razão de nossa existência transcende à produção de bens, é antes de mais nada a auto-criação de cada ser humano, onde a meta é a construção de sentidos mais generosos para a sua própria existência individual e tb a coletiva.
Assim, como vivemos em sociedade, a nossa melhoria como seres humanos está necessariamente ligada ao outro, ou seja, o meu êxito enquanto ser humano precisa da participação do outro e vice e versa.
Abandonar os objetivos individuais, as ambições pessoais em prol de objetivos maiores, de construção comum, só nos fará bem e nos dará a possibilidade de crescimento pessoal e de nossa sociedade como um todo.
Mônica Rubini
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Lista de Promessas
Todo final de ano, começamos a planejar as promessas para melhoria de vida no ano novo, que na maioria das vezes não conseguimos cumprir.
Por que isso acontece?
Para responder essa questão, precisamos responder à outra : - Porque deixamos para o final do ano para pensar no que gostaríamos de realizar ?
Provavelmente, porque temos a noção de que o encerramento do ano, significa o encerramento de um ciclo, e inicio de um novo período em nossas vidas.
Aí, é onde reside o engano que nos faz cair todos os anos no mesmo erro e postergar para o próximo, as nossas melhorias de vida.
A vida não é vivida de arquivos mortos, mas de momentos entrelaçados e constantes.
Qualidade, planejamento e estratégia de vida fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Isto é, é um trabalho árduo,constante e muito dinâmico, pois a vida não é uma planilha do excel, onde colocamos os dados e calculamos a conta. Na vida existem surpresas, e fatos que não dependem do desempenho individual, mas sim do compartilhamento de momentos com outras pessoas.
No que depende única e exclusivamente do desempenho individual, podemos sim planejar com mais definição de datas, pois afinal, vai depender do interesse e da boa vontade de cada um para se melhorar.
O restante é um exercício diário, uma construção lenta baseada em valores pessoais e também em valores sócio-políticos e econômicos.
Vamos ver então como podemos ajeitar o nosso plano de vida.
Devemos refletir à respeito de como andam as nossas principais áreas :
Pessoais : saúde, emocional, espiritual, crescimento pessoal
Interpessoais : Financeira, lazer, social e profissional
Onde podemos investir mais, onde teremos que economizar mais, não só o tempo, mas a saúde física e emocional, e o dinheiro também.
Feito isso, podemos pensar nas prioridades.
O que depende do que para acontecer ? O que eu preciso obter para me estabilizar nas duas áreas ? Onde tenho condições de investir imediatamente? O que depende de mim? O que depende dos outros? O que eu tenho condições de fazer agora ? O que eu vou realmente ter que adiar, por mais que eu deseje ? Qual é a hora agora?
Então, à partir dessa reflexão, iniciamos o planejamento da nossa nova fase de vida. A vida mais consciente e organizada.
Com essas informações em mãos, e principalmente na mente, vamos ter mais clareza para trilhar nossos caminhos, realizar nossos desejos, nos frustrar menos, controlar melhor os momentos de ansiedade e de depressão, e aumentar o nosso potencial de realizações.
As agendas não existem por acaso. Existem de todos os tipos e para todos os gostos. Desde aquele caderninho de anotação que fica no seu criado mudo, até o mais sofisticado acessório tecnológico que você encontrar no mercado.
Começamos a marcar nossos compromissos na nossa agenda, que vai ser a fiel companheira de trabalho pessoal.
Iniciamos pelos compromissos que já foram planejados por nós, ou por alguém, e que possuem datas fixadas. Por exemplo, horários fixos : trabalho, escola,férias...
Partimos para o pessoal, onde tentamos encaixar da melhor maneira os nossos hobbies, exercícios físicos, lazer, prazer.....
Nesse momento, percebemos que não fazemos quase nada que saia da rotina pré-estabelecida socialmente. E temos a mesma sensação de final de ano, em qualquer época do ano que nos propusermos a fazer esse planejamento.
Não devemos nos decepcionar com a nossa falta de organização pessoal, mas sim investir nela, pois afinal demos o primeiro passo para alcançarmos mais realizações pessoais.
Para temos uma vida mais equilibrada, devemos seguir alguns mandamentos básicos :
1 - ter o compromisso pessoal de cuidar do nosso corpo e da nossa mente. Temos que mantê-los alinhados, equiparados, nenhum pode mandar autoritariamente no outro. Isso evitará a aquisição de doenças psicossomáticas ( as emoções e os pensamentos levam à uma patologia somática) e/ou somatopsíquicas ( patologias físicas levam à sintomas emocionais e pensamentos negativos).
2 – praticar alguma atividade física ( algum tipo de exercício que se adapte melhor aos seus desejos, caminhadas, corridas, academia, natação, yoga, dança......)
3 - alguma atividade que proporcione um momento pessoal, somente seu ( meditação, relaxamento,oração.....)
4 – Valorização dos ideais e desejos pessoais. Escolha! Não faça qualquer coisa, ou se relacione com qualquer pessoa só porque elas estão mais disponíveis. Vá atrás do que você deseja.
5 – Se presenteie toda vez que cumprir uma meta, ou alcançar um sonho ou desejo, por mais simples ou ridículo que você julgue ser. Isso é muito importante, para que possamos solidificar a nossa auto imagem e auto estima. Não dependa dos elogios alheios. Ninguém mais do que você pode te dar um elogio sincero.
6 – Em qualquer situação procure sempre ver o outro lado. Todo o positivo só existe, porque existe um negativo. As coisas são sempre complementares. Se houver algo muito negativo, enxergue o que ele tem de positivo, se for um desentendimento com pessoas, veja que tipo de crescimento, escolha ou mudança de vida isso lhe proporcionará.....se for uma situação muito negativa, tranquilize-se ao invés de reclamar, para que possa enxergar uma saída....
7 – Higiene. Sim, é muito importante estarmos bem limpos tanto no corpo, quanto na mente.Corpo são, mente sã ! A higiene corporal nos faz sentir mais aceitos em qualquer situação, e a higiene mental, isto é, a manutenção de um pensamento positivo, e o descartar constante de pensamentos negativos, nos proporcionará bem estar em qualquer situação que nos encontrarmos, além de irradiarmos o que temos de melhor nos ambientes onde estamos.
8 – Ter claro para si, que ser o melhor em alguma coisa, é fazê-la bem feita e dentro de nossas capacidades. Não é fazer 100% , e exigir a perfeição. Se você se exige demais, para fazer algo, com certeza estará dando prejuízo em outra área da vida. O segredo esta em conseguir perceber que a perfeição não equivale a 100%, mas sim, ao quanto nós temos disponibilidade de fazer sem nos empobrecer nas outras áreas da vida.
9 – Amar e perdoar. Primeiro à si, para se dar o exemplo.....e depois ao outro. Não podemos amar nem perdoar alguém, se não nos amamos ou perdoamos. Isso gera bem estar físico, psíquico e emocional. A vida passa a ser bem mais simples.
10 – E finalmente, não adiar coisas que um dia vamos ter que fazê-las. Pra que carregar pedras? Se precisamos ir ao médico, vamos marcar o mais rápido possível, pois assim podemos prevenir muitas doenças e/ou complicações. Se desejamos um corpo mais saudável, vamos nos alimentar melhor, fazer algum tipo de exercício físico, com certeza nos sentiremos mais leves e felizes. Se queremos nos relacionar melhor com as pessoas, vamos abrir nosso coração para conosco. Se queremos aprender algo, vamos atrás do que as nossas possibilidades nos permite. Se queremos fazer uma grande viagem, vamos planejar e economizar nas pequenas e nos desperdícios diários, para que ela se realize . Se queremos ser mais felizes, vamos proporcionar momentos em nossas vidas para que a felicidade possa se aconchegar.
Enfim, vamos conhecer nossos desejos, nossas capacidade, nossas limitações e construir um caminho mais regular e cheio de realizações, não só pro ano que vem, mas pra vida toda.
BOA SORTE E FELIZ ANO NOVO DE VIDA !
Júnia Cicivizzo Ferreira – Dez/2006
Por que isso acontece?
Para responder essa questão, precisamos responder à outra : - Porque deixamos para o final do ano para pensar no que gostaríamos de realizar ?
Provavelmente, porque temos a noção de que o encerramento do ano, significa o encerramento de um ciclo, e inicio de um novo período em nossas vidas.
Aí, é onde reside o engano que nos faz cair todos os anos no mesmo erro e postergar para o próximo, as nossas melhorias de vida.
A vida não é vivida de arquivos mortos, mas de momentos entrelaçados e constantes.
Qualidade, planejamento e estratégia de vida fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Isto é, é um trabalho árduo,constante e muito dinâmico, pois a vida não é uma planilha do excel, onde colocamos os dados e calculamos a conta. Na vida existem surpresas, e fatos que não dependem do desempenho individual, mas sim do compartilhamento de momentos com outras pessoas.
No que depende única e exclusivamente do desempenho individual, podemos sim planejar com mais definição de datas, pois afinal, vai depender do interesse e da boa vontade de cada um para se melhorar.
O restante é um exercício diário, uma construção lenta baseada em valores pessoais e também em valores sócio-políticos e econômicos.
Vamos ver então como podemos ajeitar o nosso plano de vida.
Devemos refletir à respeito de como andam as nossas principais áreas :
Pessoais : saúde, emocional, espiritual, crescimento pessoal
Interpessoais : Financeira, lazer, social e profissional
Onde podemos investir mais, onde teremos que economizar mais, não só o tempo, mas a saúde física e emocional, e o dinheiro também.
Feito isso, podemos pensar nas prioridades.
O que depende do que para acontecer ? O que eu preciso obter para me estabilizar nas duas áreas ? Onde tenho condições de investir imediatamente? O que depende de mim? O que depende dos outros? O que eu tenho condições de fazer agora ? O que eu vou realmente ter que adiar, por mais que eu deseje ? Qual é a hora agora?
Então, à partir dessa reflexão, iniciamos o planejamento da nossa nova fase de vida. A vida mais consciente e organizada.
Com essas informações em mãos, e principalmente na mente, vamos ter mais clareza para trilhar nossos caminhos, realizar nossos desejos, nos frustrar menos, controlar melhor os momentos de ansiedade e de depressão, e aumentar o nosso potencial de realizações.
As agendas não existem por acaso. Existem de todos os tipos e para todos os gostos. Desde aquele caderninho de anotação que fica no seu criado mudo, até o mais sofisticado acessório tecnológico que você encontrar no mercado.
Começamos a marcar nossos compromissos na nossa agenda, que vai ser a fiel companheira de trabalho pessoal.
Iniciamos pelos compromissos que já foram planejados por nós, ou por alguém, e que possuem datas fixadas. Por exemplo, horários fixos : trabalho, escola,férias...
Partimos para o pessoal, onde tentamos encaixar da melhor maneira os nossos hobbies, exercícios físicos, lazer, prazer.....
Nesse momento, percebemos que não fazemos quase nada que saia da rotina pré-estabelecida socialmente. E temos a mesma sensação de final de ano, em qualquer época do ano que nos propusermos a fazer esse planejamento.
Não devemos nos decepcionar com a nossa falta de organização pessoal, mas sim investir nela, pois afinal demos o primeiro passo para alcançarmos mais realizações pessoais.
Para temos uma vida mais equilibrada, devemos seguir alguns mandamentos básicos :
1 - ter o compromisso pessoal de cuidar do nosso corpo e da nossa mente. Temos que mantê-los alinhados, equiparados, nenhum pode mandar autoritariamente no outro. Isso evitará a aquisição de doenças psicossomáticas ( as emoções e os pensamentos levam à uma patologia somática) e/ou somatopsíquicas ( patologias físicas levam à sintomas emocionais e pensamentos negativos).
2 – praticar alguma atividade física ( algum tipo de exercício que se adapte melhor aos seus desejos, caminhadas, corridas, academia, natação, yoga, dança......)
3 - alguma atividade que proporcione um momento pessoal, somente seu ( meditação, relaxamento,oração.....)
4 – Valorização dos ideais e desejos pessoais. Escolha! Não faça qualquer coisa, ou se relacione com qualquer pessoa só porque elas estão mais disponíveis. Vá atrás do que você deseja.
5 – Se presenteie toda vez que cumprir uma meta, ou alcançar um sonho ou desejo, por mais simples ou ridículo que você julgue ser. Isso é muito importante, para que possamos solidificar a nossa auto imagem e auto estima. Não dependa dos elogios alheios. Ninguém mais do que você pode te dar um elogio sincero.
6 – Em qualquer situação procure sempre ver o outro lado. Todo o positivo só existe, porque existe um negativo. As coisas são sempre complementares. Se houver algo muito negativo, enxergue o que ele tem de positivo, se for um desentendimento com pessoas, veja que tipo de crescimento, escolha ou mudança de vida isso lhe proporcionará.....se for uma situação muito negativa, tranquilize-se ao invés de reclamar, para que possa enxergar uma saída....
7 – Higiene. Sim, é muito importante estarmos bem limpos tanto no corpo, quanto na mente.Corpo são, mente sã ! A higiene corporal nos faz sentir mais aceitos em qualquer situação, e a higiene mental, isto é, a manutenção de um pensamento positivo, e o descartar constante de pensamentos negativos, nos proporcionará bem estar em qualquer situação que nos encontrarmos, além de irradiarmos o que temos de melhor nos ambientes onde estamos.
8 – Ter claro para si, que ser o melhor em alguma coisa, é fazê-la bem feita e dentro de nossas capacidades. Não é fazer 100% , e exigir a perfeição. Se você se exige demais, para fazer algo, com certeza estará dando prejuízo em outra área da vida. O segredo esta em conseguir perceber que a perfeição não equivale a 100%, mas sim, ao quanto nós temos disponibilidade de fazer sem nos empobrecer nas outras áreas da vida.
9 – Amar e perdoar. Primeiro à si, para se dar o exemplo.....e depois ao outro. Não podemos amar nem perdoar alguém, se não nos amamos ou perdoamos. Isso gera bem estar físico, psíquico e emocional. A vida passa a ser bem mais simples.
10 – E finalmente, não adiar coisas que um dia vamos ter que fazê-las. Pra que carregar pedras? Se precisamos ir ao médico, vamos marcar o mais rápido possível, pois assim podemos prevenir muitas doenças e/ou complicações. Se desejamos um corpo mais saudável, vamos nos alimentar melhor, fazer algum tipo de exercício físico, com certeza nos sentiremos mais leves e felizes. Se queremos nos relacionar melhor com as pessoas, vamos abrir nosso coração para conosco. Se queremos aprender algo, vamos atrás do que as nossas possibilidades nos permite. Se queremos fazer uma grande viagem, vamos planejar e economizar nas pequenas e nos desperdícios diários, para que ela se realize . Se queremos ser mais felizes, vamos proporcionar momentos em nossas vidas para que a felicidade possa se aconchegar.
Enfim, vamos conhecer nossos desejos, nossas capacidade, nossas limitações e construir um caminho mais regular e cheio de realizações, não só pro ano que vem, mas pra vida toda.
BOA SORTE E FELIZ ANO NOVO DE VIDA !
Júnia Cicivizzo Ferreira – Dez/2006
sábado, 25 de agosto de 2007
O Nosso Tempo
Farei aqui uma reflexão despretenciosa desse nosso momento, tempo que vivemos hoje, num mundo que pouco nos diz mas que continua por si só.
Não conheço quem não tenha suas diferenças com essa realidade que, criada por nós mesmos, hoje nos domina e encarcera.
Achei interessantíssima esta afirmação que li do poeta francês Paul Valéry, que viveu na primeira metade do século passado:
"Pode-se dizer que tudo o que sabemos, isto é, tudo o que podemos, acabou por opor-se ao que somos"
É verdade...
Não consigo ver razões para muitas coisas que somos obrigados a viver hoje em dia.
Penso na história da humanidade como uma sucessão de causas e efeitos que transformaram durante séculos, as sociedades, os indivíduos e seus meios.
A partir do século passado percebo de outra forma o encaminhamento dos fatos.
É como se a história tivesse criado vida própria e que suas razões e causas já não são visíveis e nem causadoras das transformações.
As consequências que vivemos hoje não encontram explicações lógicas num passado recente.
A humanidade, sempre acostumada a ser o agente das transformações, hoje parece atônita diante de fatos que não se explicam por si só.
Percebo uma realidade disforme, sem sentido e sem explicação.
Sempre entendi a realidade como resultado do pensamento e de repente não acho que seja assim atualmente.
O pensamento requer fundamentos, bases criadas nas observações e vivências passadas, mas quando penso o hoje não reconheço razões geradoras desta realidade que fazemos parte.
Não consigo ver o Homem como agente transformador, mas um mero administrador de problemas, como se todos nós apenas corressemos atrás do prejuízo.
Que perdemos o fio da meada, é fato.
Mas onde, quando ??!!
Não sei.
Ao mesmo tempo em que nos apegamos ao passado, tentando encontrar justifictivas, não temos onde nos agarrarmos para seguir em frente.
Desconstruímos valores, verdades e certezas e não construímos nada em seu lugar.
Trocamos bases sólidas por coisas efêmeras, sem história e sem razões em si e o pior de tudo é que insistimos num modelo furado...
Sabemos ser urgente a necessidade de construírmos novas bases para continuarmos nosso caminho, mas ao mesmo tempo, nada fazemos além de remendar o que nos apresenta a realidade.
Estamos caminhando a passos largos para um estado caótico de coisas.
Vivemos um tempo de excessos, em todos os sentidos que se multiplica progressivamente nos levando à paralisação.
Não precisamos mais fazer nada, as coisas andam por si só...
Perdemos a importância e já não somos mais necessários.Se não podemos recuperar o "elo" perdido, então como continuar??!!!
Impossível.
A solução seria promover uma ruptura com tudo que aí está e recomeçar do zero, sobre outras bases, mas acho totalmente inviável.
Essa é minha percepção.
Visão esta de quem já se desconstruiu várias vezes na esperança de poder seguir o caminho de forma mais condensada entre o EU e o TODO, pois afinal somos UNO e a fragmentação nos levará à extinção.
Mônica Rubini
Não conheço quem não tenha suas diferenças com essa realidade que, criada por nós mesmos, hoje nos domina e encarcera.
Achei interessantíssima esta afirmação que li do poeta francês Paul Valéry, que viveu na primeira metade do século passado:
"Pode-se dizer que tudo o que sabemos, isto é, tudo o que podemos, acabou por opor-se ao que somos"
É verdade...
Não consigo ver razões para muitas coisas que somos obrigados a viver hoje em dia.
Penso na história da humanidade como uma sucessão de causas e efeitos que transformaram durante séculos, as sociedades, os indivíduos e seus meios.
A partir do século passado percebo de outra forma o encaminhamento dos fatos.
É como se a história tivesse criado vida própria e que suas razões e causas já não são visíveis e nem causadoras das transformações.
As consequências que vivemos hoje não encontram explicações lógicas num passado recente.
A humanidade, sempre acostumada a ser o agente das transformações, hoje parece atônita diante de fatos que não se explicam por si só.
Percebo uma realidade disforme, sem sentido e sem explicação.
Sempre entendi a realidade como resultado do pensamento e de repente não acho que seja assim atualmente.
O pensamento requer fundamentos, bases criadas nas observações e vivências passadas, mas quando penso o hoje não reconheço razões geradoras desta realidade que fazemos parte.
Não consigo ver o Homem como agente transformador, mas um mero administrador de problemas, como se todos nós apenas corressemos atrás do prejuízo.
Que perdemos o fio da meada, é fato.
Mas onde, quando ??!!
Não sei.
Ao mesmo tempo em que nos apegamos ao passado, tentando encontrar justifictivas, não temos onde nos agarrarmos para seguir em frente.
Desconstruímos valores, verdades e certezas e não construímos nada em seu lugar.
Trocamos bases sólidas por coisas efêmeras, sem história e sem razões em si e o pior de tudo é que insistimos num modelo furado...
Sabemos ser urgente a necessidade de construírmos novas bases para continuarmos nosso caminho, mas ao mesmo tempo, nada fazemos além de remendar o que nos apresenta a realidade.
Estamos caminhando a passos largos para um estado caótico de coisas.
Vivemos um tempo de excessos, em todos os sentidos que se multiplica progressivamente nos levando à paralisação.
Não precisamos mais fazer nada, as coisas andam por si só...
Perdemos a importância e já não somos mais necessários.Se não podemos recuperar o "elo" perdido, então como continuar??!!!
Impossível.
A solução seria promover uma ruptura com tudo que aí está e recomeçar do zero, sobre outras bases, mas acho totalmente inviável.
Essa é minha percepção.
Visão esta de quem já se desconstruiu várias vezes na esperança de poder seguir o caminho de forma mais condensada entre o EU e o TODO, pois afinal somos UNO e a fragmentação nos levará à extinção.
Mônica Rubini
Mulheres Inteligentes
Foi o que nos uniu, o que nos alimenta e muitas vezes separa.
O que é ser uma Mulher Inteligente ??!!
Em que isso nos difere ??!!
Por que nos caracterizamos assim ??!!
Penso que essas diferenças não existem entre nós, mas sim, nos igualamos na forma de lidarmos com as situações, diferentemente dos resultados, somos criativas, responsáveis e temos consciência de que podemos tudo.
Nesse tudo poder é que muitas vezes nos perdemos e não fazemos isso impunemente...
Como tsunamis e furacões nos atiramos de cabeça e nos fragmentamos sem medo.
Estamos sempre remendadas e nos reconstruíndo, modificando a nós mesmas e aos outros, nada é estático e o movimento é o que nos equilibra.
Entre aqui quem quiser e tiver coragem de se deixar quebrar.
Mônica Rubini
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